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domingo, 22 de novembro de 2009

não casual

Dia chuvoso. Ela acordou cedo, colocou as calças, calçou as botas e para se prevenir do frio vestiu um casaco bem grosso. Ao passar pela porta sentiu uma rajada de vento uivante lhe cortas o rosto, mas ela precisava ir, precisava partir e fazer o que já deveria ter feito fazia muito tempo. Com a mochila nas costas partiu sem olhar para traz. Sabia que deixaria muitas pessoas tristes com a sua ausência e com o seu repentino desaparecimento, mas era preciso.
Então ela foi, caminhou até a estação do trem. Comprou um café até que viu lá no final dos trilhos o vagão se aproximando. Não pensou duas vezes e entrou.
Dormiu até chegar ao seu destino e quando acordou já era noite novamente.
Encontrou seu parceiro na estação e juntos tomaram o rumo desejado.
Dormiram em um quartinho e passaram a noite inteira juntos. Um sentindo o corpo quente do outro. Os cheiros, os sussurros e por fim estavam encharcados de um suor levado de puro amor. Pura paixão e sentimento de uma única noite.
Ela sabia o que sentia, e sabia o que ele sentia também, mas ficar era impossível então,
no dia seguinte, pegou sua mochila e se dirigiu novamente para a estação do trem. Comprou um café e tomou o mesmo vagão ao mesmo horário vestindo a mesma roupa, a única diferença era o dia ensolarado. Um dia seguido de uma única noite feliz. Ela não podia alongar esta noite, não naquele momento. Pensativa e cheia de alegria misturada com tristeza, partiu, partiu para um dia quem sabe voltar...

4 comentários:

Felicidade Clandestina. disse...

Que bonito texto. imaginei agora *________*

queria dias assim. \:

bjos flor

Velho Curinga disse...

que lindo seu texto... adorei.

obs: comece a ler do primeiro post.

Luiz Guilherme disse...

lindo,....gostei do amor e da pureza do texto...

http://guilg7.blogspot.com/

vlw

Luh* disse...

Fikei aki imaginando a cena!
beijos